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O Antigo Testamento: Hom e as suas aberrações - Parte XVII

  • Cláudia Pereira
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Visões da Beata Catarina Emmerick

A Beata Ana Catarina Emmerick (em alemão: Anna Katharina Emmerich), nasceu em 8 de setembro de 1774 em Coesfeld e faleceu em 09 de fevereiro de 1824 em Dülmen na Alemanha. Foi uma freira agostiniana, grande mística e estigmatizada, elevada aos altares pelo Papa São João Paulo II a 3 de outubro de 2004.


Hom e as suas aberrações

Quando Tubal e a sua família se separaram de Noé, vi entre eles aquele filho de Magog, Hom, que tinha ido com Tubal para a arca.

Hom já era adulto e, mais tarde, vi que era muito diferente das pessoas à sua volta. Era de estatura elevada, como um gigante, e tinha uma mente muito séria e peculiar. Ele usava uma túnica longa, parecia um sacerdote. Costumava ir sozinho ao cume da montanha, e passar lá noite após noite, nas rochas e nas cavernas. No topo das montanhas, observava os astros e praticava magia, e por meio de artes diabólicas tinha visões, que então ordenava, escrevia e ensinava numa religião, obscurecendo assim os ensinamentos puros que tinham recebido de Noé. A má inclinação que ele herdara da sua mãe, misturou-se nele com o ensinamento puro herdado de Henoc e de Noé, que até então eram as crenças dos filhos de Tubal.


Astrólogo a observar o Equinócio. 1680. Domenicus van Wijnen
Astrólogo a observar o Equinócio. 1680. Domenicus van Wijnen

Hom e as suas aberrações

Hom, por meio das suas falsas visões e revelações, introduziu falsas interpretações e explicações distorcidas através das suas visões diabólicas e alucinações, corrompendo a verdade pura tradicional. Ele estudava e ponderava, observava as estrelas e tinha visões que, por intermédio de Satanás, mostravam-lhe imagens deformadas da verdade. Devido à sua semelhança com a verdade, a sua doutrina e idolatria tornaram-se as mães da heresia e foram a origem das aberrações do paganismo.

Tubal era um homem bom. As andanças e ensinamentos de Hom desagradavam-no muito, e preocupavam-no especialmente, porque um de seus filhos, o pai de Dsemschid, era partidário de Hom. Ouvi Tubal lamentar-se dizendo: “Os meus filhos não estão unidos. Quem me dera ter permanecido com Noé!”

Hom conduziu as águas de duas nascentes da parte mais alta da montanha até às habitações. Elas logo se uniram num único riacho que, após um curto percurso, se transformou numa ampla torrente. Vi Dsemschid e os seus seguidores atravessarem-no quando partiam para outra região. Hom recebia dos seus seguidores uma espécie de culto, como se fosse um deus. Entre outros erros, ensinava que Deus estava no fogo.

Costumava misturar os seus erros, utilizando a água e aquela raiz, que deu origem ao seu nome e da qual se alimentava, para suas práticas de magia e curandeirismo. Plantava essa planta e depois distribuía-a como alimento sagrado e como remédio para doenças, com tanta solenidade, que daí surgiu uma prática supersticiosa e uma cerimónia religiosa. A seiva dessa planta era carregada por ele num recipiente escuro como um almofariz. As alças eram feitas de metal e os machados eram do mesmo material. Esses utensílios metálicos provinham de outra tribo que vivia numa montanha distante, que trabalhava com fogo fundindo metais. Eu via que dessas montanhas saíam chamas de fogo, e esse recipiente era formado lá com os metais derretidos.

Hom nunca se casou nem viveu até uma idade muito avançada. Publicou muitas de suas visões referindo-se à sua própria morte. Ele mesmo acreditava nelas, assim como Derketo e seus outros seguidores num período posterior. Mas eu vi-o morrer de uma morte terrível, e o maligno levou o seu corpo e a sua alma; nada restou dele. Por essa razão, os seus seguidores pensaram que, tal como Henoc, ele tinha sido levado para um lugar sagrado. O pai de Dsemschid tinha sido aluno de Hom, e Hom deixou o seu espírito para ele, para que ele pudesse ser seu sucessor, continuar a sua obra e ocupar o seu lugar como chefe dessa falsa religião.

Leia o próximo capítulo das Revelações à Beata Ana Catarina Emmerick:

Parte XVIII - Dsemschid, chefe e condutor de povos


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