Marie-Julie Jahenny: Profecias que já se cumpriram.
- Cláudia Pereira
- há 6 dias
- 5 min de leitura

A Serva de Deus Marie-Julie Jahenny, foi uma grande mística do século XIX e XX. Uma mulher simples, pobre e sem instrução, que se ofereceu como alma vítima para expiar os pecados do mundo. Recebeu inúmeras mensagens com avisos, advertências e pedidos do Céu, para a sua época e para o fim dos tempos; são essas, as mensagens que vamos apresentar nos próximos artigos.
O Marquês de La Franquerie de La Tourre tornou-se, em 1939, camareiro do Papa Pio XII, que, tendo ouvido falar de Marie-Julie, a visitou em França, antes de ser eleito Papa. Monarquista francês e defensor ferrenho da Igreja Católica Romana, o Marquês de La Franquerie escreveu muitos livros depois da segunda guerra, um dos quais abordava em profundidade as suas experiências com Marie-Julie Jahenny e que foi traduzido para o inglês: The Breton Stigmatist (1977).
Esta biografia não existe traduzida para português, mas dada a importância do seu conteúdo para os tempos atuais, decidimos traduzir algumas partes referentes às profecias reveladas a Marie-Julie Jahenny.
Marie-Julie Jahenny: Profecias que já se cumpriram.
«Podemos agora falar das previsões de Marie-Julie; comecemos pelas que já se concretizaram. Estudaremos depois as que dizem respeito ao futuro, em particular as relativas à grande crise, à morte da Igreja e da França, ambas no túmulo; à destruição de Paris e, finalmente, ao Santo Padre e ao Grande Monarca, que assegurarão a salvação e o triunfo da Igreja e da França até ao fim do mundo.
Durante muito tempo, em França, pensámos que o Conde de Chambord era o Grande Monarca anunciado pelas profecias. De facto, Deus o tinha destinado a salvar França e a transmitir o trono ao herdeiro legítimo, descendente do Rei e da Rainha mártires e de Luís XVII. O Príncipe retomou todo o programa de salvação da França quando disse:
- «PARA QUE A FRANÇA SEJA SALVA, DEUS DEVE ENTRAR NELA COMO SENHOR PARA QUE EU POSSA REINAR COMO REI.»

Mas já em 1877, Nosso Senhor anunciou a morte do Conde de Chambord porque, infelizmente, a França recusou a sua salvação e Nosso Senhor lamentou:
«Eu queria dar à França um rei, mas ela recusou-o...». (1)
E em 24 de agosto de 1883, Ele anunciou a morte do príncipe que acabara de falecer: Marie-Julie vê a cruz coberta de nuvens, o mundo em trevas e, do Seu trono, Jesus Cristo proferiu estas palavras aterradoras em termos terrivelmente ameaçadores:
«NÃO HÁ MAIS ESPERANÇA PARA O MUNDO! A França não tendo MERECIDO aquele que a salvaria, Deus o tirou da terra. Primeira punição!»
Sem dúvida, não é sem razão que, na véspera da festa de São Luís — o mais santo dos reis —, Deus chamou de volta para Si aquele que, no século XIX, imitou tão admiravelmente o modelo dos soberanos. Aquele a quem se referiu Pio IX quando disse:
- «TUDO O QUE ELE DIZ É BEM DITO. TUDO O QUE ELE FAZ É BEM FEITO.»
Já a 15 de setembro de 1879, Marie-Julie anunciou o Kulturkampf de Bismarck e a guerra na Alemanha contra os católicos.
Ela também anunciou:
As perseguições religiosas desencadeadas pelos maçons e republicanos;
O serviço militar imposto aos religiosos;
A pilhagem dos bens da Igreja;
O encerramento de universidades católicas;
A partida e o exílio de congregações religiosas;
A separação entre a Igreja e o Estado,
A supressão dos crucifixos nos hospitais, nos tribunais e nos estabelecimentos de ensino;
A supressão dos capelães no Exército e na Marinha,
Substituição do cristianismo pelo islamismo e ateísmo;
A criação de escolas ateístas, a iniquidade, a irreligião, a revolução e o antipatriotismo.

Numa palavra: o crime. Ela acrescentou que os jovens seriam orientados por tudo o que há de mais corrupto e sujo, e seriam instruídos numa religião blasfema... A criatura mortal seria levada a adorar tudo o que há de mais infame e ignóbil, e apresentada de forma indecente. E ela disse que a Câmara dos Deputados é o salão do inferno e seria atingida pelo fogo do Céu.
Já a 15 de setembro de 1881, ela anunciou todas as circunstâncias em que aconteceria a morte de Melanie Calvat, a pastora de La Salette, que morreu vinte e três anos depois, a 15 de dezembro de 1904, em Altamura, na Itália, e a sua profecia cumpriu-se exatamente como previra.
Ela anunciou antecipadamente a erupção do Monte Pelé em St Pierre, na Martinica, e depois, descreveu-a enquanto estava a acontecer.
Ela previu a guerra do Transvaal já em 1881, e disse que ela ocorreria com a morte da rainha Vitória, que faleceu em 1901. Ela acrescentou que a França teria sempre que tomar cuidado com a Inglaterra.
A 26 de outubro de 1877, Marie-Julie viu quatro cruzes.
A primeira era para: «França, as tuas lágrimas e os teus lamentos não foram ouvidos.»
A segunda: «Bretanha, o teu coração gemebundo suspirou para o meu Filho. Ele ouviu a tua voz.»
A terceira: «Querida Vendée, quantas vezes derramaste o teu sangue pela tua fé. As minhas bênçãos cairão sobre ti.»
A quarta: «Alsácia e Lorena serão reunidas à França.»
À morte de Leão XIII, poucos dias antes da abertura do conclave, Marie-Julie teve a seguinte revelação que descreve antecipadamente o reinado do futuro Papa: O cardeal adriático é escolhido por Deus, o seu reinado será o de Cristo. Ele não durará muito tempo e será chamado Pio.
Ela previu as guerras mundiais de 1914 e 1939. Sobre esta última, falando dos alemães, já em 18 de novembro de 1920, ela disse: «Estas almas cruéis e bárbaras não desarmaram contra as pobres crianças do meu Reino... Eles procuram, por meio de grande injustiça, pagar as suas dívidas com ferro... Eles voltarão. Eles causarão muito mal... Mas eu conservarei o meu Reino... O meu poder divino deterá a sua fúria... Eu os repelirei...»
Ela previu a guerra na Argélia. «A terra dos árabes triunfará sobre os pobres exércitos franceses; todos os padres dessas regiões terão de passar pelas mais cruéis misérias...» Isto aconteceu à letra, uma vez que estes infelizes sacerdotes foram odiosamente perseguidos por muitos Ordinários diocesanos da Metrópole e pela maioria do clero...
Ela traçou um retrato terrivelmente preciso do falso salvador, De Gaulle, que foi, de facto, consciente ou inconscientemente, o maior malfeitor da história da França. Nosso Senhor disse a Marie-Julie: «As suas mentiras e a sua presunção não Me enganam.» (2)
(1) - (voltar)
Em 14 de fevereiro de 1878, durante uma aparição de Pio IX a Marie-Julie, Nosso Senhor disse a esta última: Minha vítima, venho dizer-te para não te preocupares. Revelei-te muitas coisas sobre a Santa Igreja. Isto não se aplica a Pio IX... Na verdade, os amigos de La Fraudais aplicaram a Pio IX e ao Conde de Chambord aquilo que frequentemente dizia respeito ao Santo Padre e ao Grande Monarca que tinha sido anunciado para o futuro por muitos santos e profetas.
(2) - (voltar)
Zeller, antigo grão-mestre dos maçons franceses, no seu livro “Trois Points, c'est tout” - página 320, relata a receção que De Gaulle deu aos delegados da Grande Loja do Grande Oriente da França em Argel, em 1943. O general, com um título temporário, declarou: «VOU DEVOLVER A REPÚBLICA À FRANÇA, TAMBÉM POSSO DEVOLVER OS MAÇONS.» Foi isso que ele fez. Retido pelo Poder oculto por sua deserção em 1917, ele teve que cumprir sua palavra. De facto, durante a defesa avançada em Fort de Vaux, ele hasteou a bandeira branca sem estar ferido e se rendeu ao capitão Albrecht, da Reichswehr.
Bibliografia:
The Breton Stigmatist (1977)
Revelations: The Hidden Secret Messages and Prophecies of the Blessed Virgin Mary - Xavier Reyes-Ayral (2022)
Subscreva a nossa newsletter, para receber no seu e-mail os próximos artigos!
Comente - Partilhe - Faça parte do Manto de Maria
Que Deus vos proteja e abençoe por toda a eternidade.




Comentários