Profecias de Marie-Julie Jahenny para o fim dos tempos: Catástrofes naturais e outros sinais.
- Cláudia Pereira
- 19 de mai.
- 9 min de leitura
Leia aqui o último artigo sobre as Profecias de Marie-Julie Jahenny para o fim dos tempos: A Igreja Católica.
Profecias de Marie-Julie Jahenny para o fim dos tempos: Catástrofes naturais
Em outubro de 1929, Nossa Senhora apareceu a Marie-Julie Jahenny:
«Recebereis o aviso precisamente pelo aparecimento de manchas no sol… Eu já disse antes… Verás o firmamento riscado por faixas. Haverá uma faixa branca que conterá a proteção dos nossos justos (fiéis). Haverá uma vermelha para envolver o castigo dos miseráveis que insultam o seu Criador. Haverá uma preta onde eles lutarão sob o comando de Satanás no seu exército. (Esta última) será mais larga, porque Satanás tem mais almas para o servir do que o meu Divino Filho tem para confortar o Seu Coração e secar as Suas lágrimas.» - A Santíssima Virgem Maria, 4 de outubro de 1929

A Marie-Julie, também lhe foram mostradas «chuvas grotescas». Numa visão, ela viu uma chuva pestilenta de «sangue» vermelho que se coagulava, seguida de um fenómeno «ardente» que se prolongaria por semanas. Noutra visão, a Marie-Julie viu um arco-íris «preto e azul» a derramar uma «chuva de sangue», seguido de um sinal milagroso da cruz (no céu?).
«Meus filhos, desta nuvem sairá uma chuva tão extraordinária que o mundo nunca viu nada semelhante, nem voltará a ver até ao fim dos tempos. Será uma chuva vermelha que permanecerá coagulada sobre a terra durante sete semanas… A própria terra ficará coagulada por esta chuva que exalará um cheiro venenoso, um odor que ninguém poderá suportar. O meu povo permanecerá confinado durante sete semanas. Será difícil sair, pois o mundo estará aterrorizado. Assim, a primeira tempestade é anunciada e chegará verdadeiramente em breve. Na sequência desta tempestade, farei surgir da terra uma terrível queimadura… Os cristãos não suportarão nem o cheiro nem o calor. Meus filhos, não abram as vossas portas, nem as vossas janelas.» - 9 de março de 1878
“Vejo no meu sol, um arco-íris preto e azul. Chove deste arco-íris, quando as tentativas de homicídio e os crimes estão a ser cometidos; chove uma chuva vermelha. Nos telhados das casas, ela (a chuva) fica presa como tinta; quando no chão, não pode ser bebida. Ela cai a uma velocidade assustadora. Nesta chuva, será produzido um sinal de medo: uma cruz formada na chuva que ostenta a impressão de Cristo. Produz sinais de terror que não serão apagados. Os gritos dos justos são assustadores. Nesta chuva perecerão todos os que estão abertos à impiedade, serão atingidos pelo terror. Após três dias, a chuva do arco-íris estender-se-á visivelmente por todo o universo.” - Marie-Julie Jahenny, 8 de abril de 1880
Numa outra visão sobre os Dias de Trevas, o Espírito Santo alertou para uma nova chuva imunda. Estas chuvas podem, de facto, estar relacionadas. É difícil determiná-lo a partir dos textos originais: «A terra tremerá desde este lugar até ao nascer do sol, durante um período de seis dias. Um dia de descanso e, no oitavo dia, o tremor recomeçará. A França e a Inglaterra reagirão com gritos de desespero. A terra tremerá com tanta força que as pessoas serão lançadas até 300 passos... O trovão soará mais violentamente do que nos meses que antecederão o fim do mundo, com um ruído estranho.» - Mensagem do Espírito Santo a Marie-Julie Jahenny, 8 de março de 1881
Nosso Senhor, revelou a Marie-Julie Jahenny que foram feitas revelações a Santa Catarina Labouré (vidente das aparições de 1830 da Santíssima Virgem Maria, na capela do Convento das Irmãs da Caridade, na rue du Bac, em Paris — a Medalha Milagrosa) sobre estes sinais de aviso. Estas profecias, no entanto, foram guardadas para tempos futuros, mas serão descobertas num mosteiro: «Este dia (de aviso) está registado em cinco pergaminhos bem fechados (pela) irmã de Saint-Pierre-de-Tours. Este pergaminho permanece (escondido) em segredo, até ao dia em que uma pessoa de Deus colocar a sua mão predestinada sobre o que o mundo ignorou aos habitantes daquele mosteiro…» - Data desconhecida…
Lamentos do Céu
Em várias ocasiões, Nosso Senhor Jesus Cristo e a Santíssima Virgem Maria apareceram a Marie-Julie, acusando os bispos e padres locais de La Salette de terem ocultado a mensagem do Céu transmitida na montanha dos Alpes franceses, quando ainda ninguém tinha conhecimento da atitude escandalosa. A notícia desta aparição não foi divulgada tanto quanto deveria ter sido. Nosso Senhor Jesus Cristo e a Santíssima Virgem Maria repreenderam o clero francês por ser o culpado pela sua omissão deliberada em fazer eco da admoestação do Céu ao povo da França e, através dele, ao povo do mundo. Os fiéis não foram devidamente avisados sobre os castigos que se abateriam sobre a terra, nem sobre os males que em breve se abateriam sobre a humanidade se os homens não se convertessem e se arrependessem.

Em agosto de 1904, a Santíssima Virgem Maria recordou a Marie-Julie Jahenny, a mensagem que lhe tinha transmitido anos antes em La Salette:
«(…) Por fim, sofri verdadeiramente quando o santo Pastor-sacerdote quis que as últimas linhas dos meus segredos, nas montanhas das dores, fossem conhecidas por todo o meu povo, (mas) outros pastores se revoltaram (contra essa ideia)…
Tive a dolorosa tristeza de ver seladas estas últimas páginas que deveriam ter sido entregues ao mundo… É porque envolve um grande número de pastores e o sacerdócio que eles se revoltaram (contra as minhas instruções), e que guardaram as últimas páginas deste segredo divino… Como podem esperar que o castigo não se abata sobre a terra?
Chegam ao ponto de ocultar as minhas últimas palavras na montanha sagrada e de as fazer desaparecer! (Chegam ao ponto) de fazer sofrer aqueles que se dedicaram a esta causa sagrada com a alegria de me glorificar nesta previsão solene. É porque estas últimas linhas tratam inteiramente do sacerdócio, e foi por ter sido eu quem as pronunciou, quem as revelou, que o orgulho foi humilhado.
Mostro como servem o meu Filho nas Ordens sagradas, e como vivem em todos os tempos no seu sacerdócio. Como podem esperar que o Céu os abençoe? Não falo de todos os pastores, de todo o sacerdócio, mas o número que estou a excluir é verdadeiramente pequeno.
Deixam todas as almas vaguear (cegamente) num vazio absoluto. Cuidam de forma muito superficial da sua salvação. Gostam de descanso, boa comida e boa vida… Meus queridos sacerdotes vítimas; os verdadeiros são verdadeiramente poucos…
Eles (os corruptos) amam o Santo Tribunal com indiferença. Sobem ao Altar porque são forçados a realizar este ato, mas em breve vereis a sua alegria por não terem de o fazer mais; vereis a sua felicidade por se livrarem das almas e do seu perdão. Que palavras vãs! Que conversas tão desagradáveis ao Céu!
O que serão eles (os sacerdotes) no grande dia? O que serão eles naqueles dias horríveis e inesquecíveis! Não repito a parte má que conheces dos meus segredos revelados na montanha sagrada.» - A Santíssima Virgem Maria, 4 de agosto de 1904
«Rezei, chorei, sofri. Desci à Terra para os advertir. Prometi-lhes a salvação se fizessem penitência. Anunciei ao clero perdições fatais. Fiz com que aceitassem as minhas advertências, mesmo que enfraquecessem na tormenta e na tempestade. Clamei pela França. Tracei ali a Via Sacra. Abri fontes para purificar os doentes (Lourdes). Consolei o meu povo, prometendo-lhe que o manteria a salvo. Isto não comoveu o culpado. Ele permaneceu no crime. O seu castigo está próximo.» - A Santíssima Virgem Maria, 29 de novembro de 1877
«Ainda tenho nos olhos o rasto das lágrimas que derramei nestes dias, quando quis levar aos meus filhos a boa nova, caso se convertessem, e a triste notícia, caso persistissem nas suas injustiças. Eles prestaram pouca atenção ao que revelei…
Meus filhos, quando recordo o dia em que, na montanha sagrada, transmiti os meus avisos à terra… quando me lembro da dureza com que receberam as minhas palavras, não todos, mas muitos deles; e (quando me lembro) daqueles que deveriam tê-las difundido nos corações dos meus filhos com imensa confiança e profundo discernimento, eles não me escutaram. Desprezaram-nas e, na sua maioria, recusaram-se a confiar nelas… Bem, garanto-vos que todas estas promessas, estes segredos íntimos, irão concretizar-se.
Têm de se concretizar visivelmente. Quando vejo o que vai acontecer na terra, ainda derramo lágrimas… Quando a terra tiver sido purificada pelos castigos dos seus crimes e de todos os vícios de que está revestida, dias belos regressarão com o salvador escolhido por nós e ainda desconhecido pelos nossos filhos até agora.» - A Santíssima Virgem Maria, 29 de setembro de 1901
Outros sinais
No entanto, foi dito a Marie-Julie que Nossa Senhora aparecerá novamente nas proximidades deste antigo local de aparições (La Salette-Fallavaux) para alertar o povo de França uma segunda vez, tal como antes, antes que castigos ainda mais graves se abatam sobre a França.
“A Mãe de Deus, movida pelo amor do seu coração, descerá à Terra, aparecendo ao seu povo de uma forma que é incomensurável. Ela renovará a sua descida do Céu à Terra nas montanhas circundantes de La Salette. Ela aparecerá, suspensa numa nuvem branca, rodeada por uma coroa de rosas, para dizer: «A terra será um túmulo, desde a Alsácia-Lorena, que não é contada, até aos confins da Bretanha.»”
A Marie-Julie, foi igualmente dito que, Nossa Senhora aparecerá no norte da França, para transmitir mais um aviso a «uma dúzia de videntes»:
“No norte da França, Ela virá com sinais de luto e proferirá apenas três palavras que serão ouvidas por uma dúzia de almas:
«Toda a terra (ou território), com exceção da Bretanha, será apenas um túmulo sem vida.
A Igreja sofrerá tais perseguições que o próprio inferno nunca antes inventara outras mais cruéis.
O Centro (Paris) tornar-se-á uma terra encharcada de sangue. O último a afundar-se será aquele entre os homens que o Céu amaldiçoou por causa dos seus crimes.»”
Em setembro de 1901, Nossa Senhora apareceu novamente durante o aniversário da sua aparição em La Salette, e no dia 29 do mesmo mês, e afirmou, em ambas as mensagens (não confundindo uma aparição e mensagem com a outra), quase palavra por palavra e com profunda tristeza, que os avisos que dera na sua montanha sagrada não tinham sido atendidos, e que os males então preditos estavam agora prestes a concretizar-se:
«Os meus olhos, ainda hoje guardam um vestígio das lágrimas que derramei naquele dia em que desejei levar aos meus filhos a Boa Nova, caso se convertessem, mas más notícias caso continuassem com as suas injustiças. Eles prestam pouca atenção ao que revelei… Agora é o momento em que estas grandes promessas se cumprirão (e) que as autoridades da Igreja desprezaram… Eles não quiseram a luz!
Sofri muito por tudo isto. A dor oprime o meu coração neste momento… A espada mais dolorosa neste momento é ver os preparativos que foram feitos e que estão a ser feitos… (Quão doloroso) é ver os pastores a afastarem-se do Vínculo Sagrado que dirige e governa a Santa Igreja… Meus filhos, recordo-me do dia em que levei as minhas advertências à Montanha Sagrada (La Salette), ao mundo ameaçado.
Lembro-me da receção hostil das minhas palavras, não por parte de todos, mas por parte de muitos; e aqueles que deveriam tê-las dado a conhecer às almas, aos corações e aos espíritos das crianças com grande confiança, com profunda penetração: não lhes deram qualquer atenção! Eles desprezaram-nas e a maioria recusou-lhes a sua confiança…
Meu Divino Filho, que tudo vê nas profundezas das consciências, que viu o desprezo pelas minhas promessas, tomou providências no Céu para que fosse aplicada uma medida de severidade a todos aqueles que se recusaram a dar a conhecer a minha palavra aos meus filhos como uma luz resplandecente, verdadeira e justa. Quando vejo o que espera a terra, as minhas lágrimas voltam a correr… Falsos apóstolos sob a aparência de palavras melosas e falsas promessas e contam mentiras, solicitando aos meus queridos filhos que salvem as suas vidas da tempestade e do perigo de sangue… Asseguro-vos, fujam da própria sombra destes homens que não são outros senão os inimigos do meu Divino Filho!
Refiro-me mais uma vez a esta imensa dor: vejo alguns pastores à frente da Santa Igreja… (breve pausa enquanto a Santíssima Virgem Maria treme…)… quando vejo este ultraje irreparável, cujo exemplo mortal será um desastre para o meu querido povo; quando vejo este laço a romper-se… a minha dor é imensa, e o Céu está profundamente indignado… Rezem por aqueles pastores cuja fraqueza causará a perda de uma multidão de almas (última frase repetida três vezes).
Quando vejo os inimigos a apresentar as suas promessas… a muitos daqueles que são sacerdotes do meu Divino Filho; quando vejo essas almas a permitirem-se descer ao fundo do abismo, digo-vos isto: estou surpreendida, como Mãe de Deus Todo-Poderoso, por o meu Filho não abrir imediatamente os Céus para derramar os golpes da Sua ira sobre os Seus inimigos que O insultam e O ultrajam…» - A Santíssima Virgem Maria, 19 de setembro de 1901
Bibliografia:
The Breton Stigmatist (1977)
Revelations: The Hidden Secret Messages and Prophecies of the Blessed Virgin Mary - Xavier Reyes-Ayral (2022)
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