Profecias da Beata Catarina Emmerick para o fim dos tempos: O mistério da iniquidade.
- Cláudia Pereira
- há 9 horas
- 4 min de leitura
Profecias da Beata Catarina Emmerick para o fim dos tempos
A Beata Ana Catarina Emmerick (em alemão: Anna Katharina Emmerich), nasceu em 8 de setembro de 1774 em Coesfeld e faleceu em 09 de fevereiro de 1824 em Dülmen na Alemanha. Foi uma freira agostiniana, grande mística e estigmatizada, elevada aos altares pelo Papa São João Paulo II a 3 de outubro de 2004.
«De facto, o mistério da iniquidade já se encontra em ação, aguardando somente que se retire o que o impede.» - 2 Ts, 7
O mistério da iniquidade
«Vi diferentes partes da Terra: o meu guia (Anjo da Guarda) indicou-me a Europa e, mostrando-me um recanto arenoso, disse-me estas palavras importantes: «Eis a Prússia inimiga.»
Ele mostrou-me, em seguida, um ponto mais a norte, dizendo: «Eis a Moscóvia (designação antiga da cidade russa de Moscovo), trazendo consigo muitos males.» (AA.III.133)
«Os habitantes eram de um orgulho invulgar. Vi que se armavam e que se trabalhava por todos os lados. Tudo era sombrio e ameaçador.
Vi ali São Basílio (a catedral de São Basílio) e outros. Vi, sobre o castelo de telhados reluzentes, o maligno que se erguia nas torres.
Vi que, entre os demónios acorrentados por Cristo, quando da sua descida aos infernos, alguns estavam soltos, há pouco tempo, e tinham suscitado esta seita. Vi que outros serão libertados de duas gerações em duas gerações.» - 19 de outubro de 1823
Ela viu (diz Brentano; o transcritor) com as suas terríveis consequências, as medidas que os propagadores das luzes (propagadores do Iluminismo) tomavam por toda a parte onde chegavam ao poder e à influência, para abolir o culto divino, bem como todas as práticas e os exercícios de piedade, ou para tornar estes algo tão vazio quanto eram as grandes palavras de luz e de caridade de espírito, sob as quais eles ocultavam a si próprios e aos outros o vazio desolador dos seus assuntos, nos quais Deus não estava de todo presente. (AA.III.161)

«O meu guia (Anjo da Guarda) conduziu-me por toda a terra: fez-me percorrer incessantemente imensas cavernas feitas de trevas, nas quais vi uma imensa quantidade de pessoas a vaguear por todo o lado e ocupadas em obras tenebrosas. Parecia que eu percorria todos os locais habitados do globo, sem ver mais do que o mundo do vício.
Muitas vezes via novos grupos de homens a cair, como se viessem do alto, nesta cegueira do vício. Não vi nada que melhorasse… Levou-me a entrar nas trevas e a contemplar, mais uma vez, a malícia, a cegueira, a perversidade, os enganos, as paixões vingativas, o orgulho, o engano, a inveja, a avareza, a discórdia, o homicídio, a luxúria e a horrível impiedade dos homens, todo o tipo de coisas que, no entanto, não lhes traziam qualquer benefício, mas que os tornavam cada vez mais cegos e miseráveis e os afundavam nas trevas cada vez mais profundas. Muitas vezes tive a impressão de que cidades inteiras se encontravam situadas sobre uma camada de terra muito fina e corriam o risco de afundar muito em breve no abismo.
Vi aqueles homens a cavarem eles próprios, para outros, covas ligeiramente cobertas: mas não vi pessoas de bem naquela escuridão, nem, por conseguinte, ninguém a cair nas covas. Vi todos esses malvados como grandes espaços tenebrosos que se estendiam de um lado ao outro; via-os em alvoroço, como na confusão tumultuosa de uma grande feira, formando diversos grupos que se dedicavam ao mal e massas que se misturavam umas com as outras: cometiam todo o tipo de atos culpáveis e cada pecado trazia como consequência outro. Muitas vezes parecia-me que mergulhava ainda mais profundamente na noite. O caminho descia uma encosta íngreme: era algo horrivelmente assustador e que se estendia por toda a terra. Vi povos de todas as cores, vestindo as mais diversas vestimentas e todos mergulhados nas abominações.» (AA.II.151)
«Muitas vezes acordava cheia de angústia e de terror: via a lua brilhar suavemente através da janela e rezava a Deus, suplicando-Lhe que não me fizesse ver aquelas imagens aterradoras. Mas, logo a seguir, Ele fazia-me descer novamente a esses espaços tenebrosos e terríveis e ver as abominações que eram cometidas. Encontrei-me uma vez numa esfera de pecado tão horrível que pensei estar no inferno e comecei a gritar e a gemer. Então, o meu guia (Anjo da Guarda) disse-me: «Eu estou perto de ti, e o inferno não pode estar onde eu estou».
Pareceu-me ver um lugar muito amplo, que recebia mais claridade do dia. Era como a imagem de uma cidade pertencente à parte do mundo em que vivemos. Foi-me mostrado um espetáculo horrível. Vi crucificar Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu tremia até aos ossos: porque ali não havia mais do que homens da nossa época. Era um martírio do Senhor muito mais terrível e muito mais cruel do que aquele que Ele teve de sofrer às mãos dos judeus.»
Ao terminar o relato desta visão horrível, cuja recordação lhe provocava palpitações convulsivas, e que nada conseguiu convencê-la a contar na íntegra, ela disse: «O meu guia falou-me assim: “Viste as abominações a que os homens cegos se entregam nas trevas”»
«Vi ali, com horror, um grande número de pessoas que conhecia, incluindo sacerdotes. Muitas linhas e ramificações que partiam das pessoas que vagueavam nas trevas desaguavam neste lugar (O lugar da nova Crucificação).» (AA.II.157)
«Vi uma multidão incontável de infelizes oprimidos, atormentados e perseguidos nos nossos dias em vários lugares, e vi sempre que, por isso, se maltratava o próprio Jesus Cristo. Estamos numa época deplorável em que já não há mais refúgio contra o mal: uma densa nuvem de pecado pesa sobre o mundo inteiro, e vejo os homens a cometerem as coisas mais abomináveis com uma tranquilidade e uma indiferença completas. (...) Vi tudo isto em várias visões, enquanto a minha alma era conduzida por diversos países por toda a terra» (CC.89)
«Vi novos mártires, não do tempo presente (1820, ano da visão), mas do tempo que está para vir. (...) No entanto, vejo que já estão a ser oprimidos.» (AA.III.112)
Bibliografia:
Profecias da Beata Catarina Emmerick para o fim dos tempos: O mistério da iniquidade.
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