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5.ª Hora da Paixão: A Primeira hora de agonia no Horto do Getsémani.

  • Cláudia Pereira
  • há 21 horas
  • 11 min de leitura

5.ª Hora da Paixão

Das 9 às 10 horas da noite


Oração antes de cada Hora

Ó meu Senhor Jesus Cristo, prostrado na tua presença divina, suplico ao Teu amorosíssimo Coração que me admita à dolorosa meditação das 24 Horas da Tua Paixão, durante as quais, por nosso amor, tanto sofreste no Teu corpo adorável e na Tua alma santíssima, até à morte de cruz. Ajuda-me e dá-me graça, amor, profunda compaixão e compreensão dos Teus sofrimentos, enquanto agora medito a quarta Hora.

E por aquelas Horas que não posso meditar, ofereço-Te a vontade e o desejo que tenho de as meditar em todas as horas que sou obrigado a aplicar-me aos meus deveres ou a dormir.

Ó misericordioso Senhor, aceita a minha amorosa intenção e faz com que seja de proveito para mim e para todos, como se realmente e santamente fizesse quanto eu desejaria praticar.

Entretanto dou-Te graças, ó meu Jesus, que por meio da oração me chamas à união contigo e, para Te agradar ainda mais, tomo os Teus pensamentos, a Tua língua, o Teu Coração e com eles pretendo rezar, fundindo-me inteiramente na Tua Vontade e no Teu Amor e, estendendo os braços para Te abraçar apoio a minha cabeça no Teu Coração e começo.


Oração de Preparação para antes de cada hora de agonia no Horto do Getsémani

Ó meu Jesus, Divino Redentor! Leva-me contigo, juntamente com os Teus três queridos Apóstolos, para assistir à Tua agonia no Horto das Oliveiras. Advertida pela doce repreensão que dirigiste a Pedro e aos outros dois discípulos adormecidos, quero vigiar pelo menos uma hora contigo no Getsémani; quero sentir pelo menos uma dilaceração no Teu coração agonizante, um sopro da Tua respiração ofegante. Quero fixar o meu olhar no Teu rosto divino e contemplar como Ele empalidece, como se perturba, como se agita, como se curva até ao pó.

Já vejo, ó meu Jesus sofredor, como a Tua pessoa vacila e cai, ora de um lado, ora do outro, como as Tuas mãos amorosas e rígidas se entrelaçam. Começo a ouvir os gemidos, os gritos de amor e de dor incompreensível que elevas ao céu. Ó meu Jesus, agonizante no sombrio Horto do Getsémani, faz com que corra sobre mim, nesta hora em que Te farei companhia, um riacho, um jato daquele sangue adorável que corre como torrentes de todos os Teus adoráveis membros. Ó, banho preciosíssimo do meu Sumo Bem que por mim agoniza! Por favor! Que eu o sugue, o beba até à última gota, e contigo sorva e beba pelo menos um gole do cálice amargo do Amado, e sinta dentro de mim as dores do Seu coração divino, ou melhor, sinta o meu coração partir-se pelo arrependimento de ter ofendido o meu Senhor, que por mim se reduz à agonia da morte.

Ah, meu Jesus! Dá-me a graça, dá-me a força para sofrer, suspirar e chorar contigo, pelo menos uma única hora no Horto das Oliveiras!

Ó Mãe Maria Dolorosa, faz-me sentir a compaixão do Teu coração traspassado por Jesus agonizante no Getsémani. Assim seja.


Meditemos a 5.ª Hora da Paixão, das 9 às 10 horas da noite, em que Jesus passa pela Sua primeira hora de agonia no Horto do Getsémani.


Do Evangelho segundo São João: Jo 18, 1

Jesus saiu com os seus discípulos para o outro lado da torrente do Cédron. Havia lá um jardim, onde Ele entrou com os seus discípulos.


No Monte das Oliveiras. 1869-1880. Nikolai Ge
No Monte das Oliveiras. 1869-1880. Nikolai Ge

MEDITAÇÃO

Meu Jesus aflito, sinto-me atraída para este Jardim como por uma corrente elétrica. Compreendo que Tu, ímã poderoso do meu coração ferido, me chamas; e eu corro, pensando para mim mesma: Que são estas forças de amor que sinto dentro de mim? Ah, talvez o meu Jesus perseguido, se encontre num estado de tal amargura, que sinta necessidade da minha companhia! E eu voo.

De modo algum! Sinto-me arrepiar ao entrar neste Jardim: a escuridão da noite, a intensidade do frio, o lento mover-se das folhas, que, como vozes fracas, anunciam dores, tristezas e morte para o meu Jesus dolorido. O doce brilho das estrelas que, como olhos chorosos, estão todas atentas a olhar e, fazendo eco às lágrimas de Jesus, repreendem-me pelas minhas ingratidões. E eu tremo, e às cegas vou procurando-O e chamo-O: “Jesus, onde estás? Atrais-me para Ti e não te deixas ver? Chamas-me e escondes-te?”

Tudo é terror, tudo é pavor e silêncio profundo. Mas, ao esticar os ouvidos, ouço uma respiração ofegante e é precisamente Jesus que encontro, mas que mudança funesta! Já não é o doce Jesus da Ceia Eucarística, cujo rosto resplandecia com uma beleza deslumbrante e arrebatadora, mas está triste, com uma tristeza mortal que desfigura a sua beleza natural. Ele já agoniza, e sinto-me perturbada ao pensar que talvez não volte a ouvir a sua voz, porque parece que está a morrer. Por isso, abraço-me aos seus pés, torno-me mais ousada, aproximo-me dos seus braços, coloco a minha mão na sua testa para o sustentar e, em voz baixa, chamo-o: “Jesus, Jesus”.

E Ele, sacudido pela minha voz, olha para mim e diz-me:

«Filha, estás aqui? Estava à tua espera, e era esta a tristeza que mais me oprimia: o abandono total de todos. Esperava-te para que fosses testemunha das minhas dores, e para que bebesses comigo o cálice das amarguras, que dentro de pouco o meu Pai celestial me enviará por meio do anjo. Vamos saboreá-lo juntos, porque não será um cálice de consolo, mas de amarguras intensas, e sinto a necessidade de que alguma alma amante beba pelo menos algumas gotas. Por isso te chamei, para que o aceites e partilhes comigo as minhas dores, e me assegures que não me deixarás sozinho em tão grande abandono».

Ah, sim, meu Jesus aflito, beberemos juntos o cálice das Tuas amarguras, sofreremos as Tuas dores e nunca me afastarei do Teu lado!

Entretanto, o afligido Jesus, apoiado por mim, entra em agonia mortal, sofrendo dores nunca vistas nem imaginadas. E eu, incapaz de suportar tal cena e desejando compadecer-me dele e confortá-l’O, digo-lhe:

“Diz-me: por que estás tão triste, aflito e sozinho neste Jardim e nesta noite? É a última noite da Tua vida mortal: restam-te poucas horas para dar início à Tua Paixão. Aqui, pensava encontrar pelo menos a Mãe celestial, a amada Madalena, os Apóstolos fiéis. E, em vez disso, encontro-te sozinho e à mercê de uma tristeza que Te inflige, uma morte impiedosa sem Te deixar morrer. Oh! Meu Bem e meu Tudo, não me respondes? Fala comigo!”.

Mas parece que Te faltam as palavras, tal é a tristeza que Te oprime. Aquele Teu olhar, cheio de luz, sim, mas aflito e inquisitivo, que parece procurar ajuda, o Teu rosto pálido, os Teus lábios ressecados pelo amor, a Tua pessoa divina, que da cabeça aos pés treme toda, o Teu coração que bate forte, forte, e esses batimentos procuram almas e causam-Te uma ansiedade que faz parecer que a qualquer momento vais expirar, dizem-me que estás sozinho e por isso desejas a minha companhia.

Aqui estou, ó Jesus, inteiramente tua, junto contigo; na verdade, o meu coração não suporta ver-Te prostrado no chão. Abraço-Te, aperto-Te contra o meu coração. Quero enumerar, uma a uma, as Tuas aflições, uma a uma as ofensas que Te são infligidas, para Te dar alívio por tudo, reparação por tudo, e para Te dar, pelo menos, um pouco de compaixão por tudo.

Mas, ó meu Jesus, enquanto Te seguro nos meus braços, os Teus sofrimentos aumentam. Sinto, minha Vida, um fogo a correr nas Tuas veias, e sinto que o sangue Te ferve e quer romper as veias para sair. Diz-me, meu Amor, o que tens? Não vejo açoites, nem espinhos, nem pregos, nem cruz. E, no entanto, ao repousar a cabeça sobre o teu coração, sinto que espinhos cruéis Te perfuram a cabeça, que açoites impiedosos não Te poupam nenhuma parte, por dentro e por fora da Tua divina pessoa, e que as Tuas mãos estão paralisadas e contorcidas mais do que pelos pregos. Diz-me, meu doce Bem, quem é que tem tanto poder também no teu interior, que Te atormenta e Te faz sofrer tantas mortes quantos os tormentos que Te inflige?

Ah! Parece que o abençoado Jesus abre os Seus lábios fracos e moribundos e me diz:

«Minha filha, queres saber quem é que me atormenta mais do que os próprios carrascos; na verdade, esses não são nada em comparação com isto? É o amor eterno que, querendo a primazia em tudo, me faz sofrer de uma só vez e nas partes mais íntimas, aquilo que os carrascos me farão sofrer pouco a pouco. Ah! Minha filha, é o amor que tudo prevalece sobre mim e em mim: o amor é o meu prego, o amor é o meu flagelo, o amor é a minha coroa de espinhos, o amor é tudo para mim. O amor é a minha paixão eterna, enquanto a dos homens é passageira. Ah! Minha filha, entra no meu coração, vem perder-te no meu amor, e só no meu amor compreenderás quanto sofri e quanto te amei, e aprenderás a amar-me e a sofrer apenas por amor».

Meu Jesus, já que me chamas ao Teu coração para me mostrares o que o amor Te fez sofrer, eu entro nele. Mas, ao entrar, vejo os prodígios do amor, que não Te coroa a cabeça com espinhos materiais, mas com espinhos de fogo; que te flagela, não com chicotes de corda, mas com chicotes de fogo; que Te crucifica com pregos, não de ferro, mas de fogo. Tudo é fogo que penetra até aos ossos e à própria medula, e, destilando toda a Tua santíssima humanidade em fogo, causa-Te dores mortais, certamente maiores do que a própria Paixão, e prepara um banho de amor para todas as almas que queiram purificar-se de qualquer mancha e adquirir o direito de serem filhas do amor.

Ó Amor sem fim, sinto-me recuar perante tanta imensidão de amor, e vejo que, para poder entrar no amor e compreendê-lo, eu deveria ser toda amor. Ó meu Jesus, não o sou. Mas, já que Tu queres a minha companhia e queres que eu entre em Ti, peço-Te que me faças tornar-me toda amor.

Por isso, suplico-Te que coroes a minha cabeça e cada um dos meus pensamentos com a coroa do amor. Imploro-Te, ó Jesus, que flageles com o chicote do amor a minha alma, o meu corpo, as minhas faculdades, os meus sentimentos, os meus desejos, os meus afetos, tudo, e que em tudo eu permaneça flagelada e selada pelo amor. Faz, ó Amor infinito, que não haja nada em mim que não ganhe vida do amor.

Ó Jesus, centro de todos os amores, suplico-Te que pregues as minhas mãos e os meus pés com os pregos do amor, para que, toda pregada pelo amor, me torne amor, compreenda o amor, me vista de amor, me alimente de amor. Que o amor me mantenha totalmente pregada em Ti, para que nada dentro e fora de mim ouse desviar-me e afastar-me do amor, ó Jesus.


Getsémani. 1976. Adam Abram
Getsémani. 1976. Adam Abram

REFLEXÕES PRÁTICAS

Jesus Cristo, nesta hora, abandonado pelo seu eterno Pai, sofreu tal ardor de amor inflamado, capaz de destruir todos os pecados, mesmo os mais imagináveis e possíveis, capaz de inflamar com o Seu amor todas as criaturas, mesmo as de milhões e milhões de mundos, e todos os réprobos do inferno, se estes não fossem eternamente obstinados na sua maldade.

Entremos em Jesus e, depois de nos termos penetrado em todo o Seu interior, nas Suas fibras mais íntimas, naquelas palpitações de fogo, na Sua inteligência, que estava como incendiada, tomemos este amor e revistamo-nos por dentro e por fora do fogo que incendiava Jesus. Depois, saindo dele e derramando-nos na Sua Vontade, encontraremos ali todas as criaturas. Demos a cada uma o amor de Jesus e, tocando os seus corações, as suas mentes com este amor, procuremos transformá-las todas em amor. E depois, com os desejos, com as palpitações, com os pensamentos de Jesus, formemos Jesus no coração de cada criatura.

Então, levaremos a Ele todas as criaturas, que guardam Jesus no seu coração, e colocá-las-emos à Sua volta, dizendo-Lhe: “Ó Jesus, trazemos-Te todas as criaturas com tantos Jesus no coração para Te dar repouso e consolo. Não temos outra forma de dar repouso ao Teu amor senão levar-Te cada criatura no coração”.

Ao fazê-lo, daremos verdadeiro alívio a Jesus, pois são tantas as chamas que O queimam que Ele repete: «Estou queimado e não há quem receba o meu amor. Por favor! Deem-me descanso, recebam o meu amor e deem-me amor».

Para nos conformarmos em tudo a Jesus, devemos voltar para dentro de nós mesmos, aplicando a nós estas reflexões: Em tudo o que fazemos, podemos dizer que é um fluxo contínuo de amor que corre entre nós e Deus? A nossa vida é um fluxo contínuo de amor que recebemos de Deus: se pensamos, é um fluxo de amor; se agimos, é um fluxo de amor; a palavra é amor, o batimento cardíaco é amor: tudo recebemos de Deus. Mas todas estas nossas ações correm para Deus com amor? Jesus encontra em nós o doce encanto do Seu amor que corre para Ele, para que, arrebatado por este encanto, transborde em nós um amor ainda mais abundante?

Se, em tudo o que fizemos, não colocámos a intenção de correr juntos no amor de Jesus, entraremos em nós mesmos e pediremos perdão por Lhe termos feito perder o doce encanto do Seu amor por nós.

Deixamo-nos moldar pelas mãos divinas, tal como a humanidade de Jesus Cristo se deixou moldar? Tudo o que acontece em nós, que não seja pecado, devemos aceitar como obra divina. Ao fazermos o contrário, negamos a glória ao Pai, deixamos escapar a vida divina e perdemos a santidade. Tudo o que sentimos em nós: inspirações, mortificações, graças, não é mais do que obra de amor. E nós aceitamo-las da forma que Deus deseja? Damos liberdade para que Jesus atue? Ou, ao interpretarmos tudo num sentido humano e como coisas indiferentes, rejeitamos a obra divina e obrigamo-l’O a cruzar os braços? Abandonamo-nos nos Seus braços como mortos para receber todos aqueles golpes que o Senhor dispõe para a nossa santificação?

Meu amor e meu tudo, que o Teu amor me inunde por toda a parte e queime tudo o que não é Teu, e faz com que o meu coração corra sempre para Ti, para queimar tudo o que possa entristecer o Teu coração.

 

Oração de agradecimento após cada hora de agonia no Jardim

Dou-Te graças, ó meu dulcíssimo Senhor, por Te teres dignado a manter-me na Tua companhia durante pelo menos uma hora, na Tua terrível agonia no Jardim. Ai, tão escasso consolo pudeste encontrar em mim, ó meu bom Jesus! Mas o Teu amor infinito e a caridade transbordante do Teu coração misericordioso fazem-Te encontrar alívio, mesmo no mais pequeno ato de compaixão que a criatura Te demonstra. Ah! Nunca mais sairá da minha mente a visão da Tua adorável pessoa trémula, abatida, desolada, humilhada no pó e toda banhada em suor de sangue, no sombrio horror do Getsémani. Eu experimentei, ó Jesus, que estar contigo em sofrimento, sentir até mesmo uma gota da angustiante amargura do Teu Coração Divino, é a maior sorte que se pode ter nesta terra.

Ó Jesus, renuncio generosamente às coisas terrenas e enganosas; só te quero a ti, meu Senhor oprimido, sofredor e aflito. Do Jardim até ao Calvário, quero ser-te sempre uma companhia fiel e doce.

Ó Jesus, faz com que eu seja capturada contigo, arrastada contigo aos tribunais; faz-me parte dos ultrajes, dos insultos, dos escarros, das bofetadas com que os Teus inimigos Te cobrirão. Conduz-me contigo de Pilatos a Herodes, de Herodes a Pilatos. Amarra-me contigo à coluna e faz-me sentir parte dos Teus açoites; dá-me um pouco dos Teus espinhos, Jesus, para que me traspassem. Faz com que, contigo, eu seja condenada a morrer crucificada: Tu como vítima de amor por mim, e eu como Tua vítima expiatória pelos meus pecados.

Dá-me a sorte de Cirene para Te seguir até ao Calvário, e lá faz com que eu seja pregada na Cruz contigo e que agonize e morra contigo.

Ó Mãe Dolorosa, que me ajudaste a compadecer-me de Jesus agonizante no Horto, dá-me força para estar contigo crucificada na mesma cruz de Jesus, e para saber oferecer-Lhe as mais dignas reparações com os próprios méritos da Sua paixão e morte na Cruz. Assim seja.


Oração de agradecimento depois de cada Hora.

Meu Jesus, Tu chamaste-me nesta Hora da Tua Paixão a fazer-Te companhia e eu vim. Parecia-me que Te ouvia, angustiado e sofredor, a pedir, a reparar e a sofrer, e com as vozes mais comovedoras e eloquentes pedir a salvação das almas.

Procurei seguir-Te em tudo e agora, tendo de Te deixar para me dedicar às minhas ocupações habituais, sinto o dever de Te dizer “obrigado”, e “bendigo-Te”.

Sim, ó Jesus, repito-Te “obrigado” milhares de vezes e “bendigo-Te” por tudo o que fizeste e sofreste por mim e por todos. “Obrigado” e “bendigo-Te” por cada gota de Sangue que derramaste, por cada respiro, palpitação, passo, palavra, olhar, amargura e ofensa que suportaste. Por tudo, ó meu Jesus, Te digo um “obrigado”  e um “bendigo-Te”.

Ó Jesus, faz com que de todo o meu ser brote uma corrente contínua de gratidão e de bênçãos, de forma a atrair sobre mim e sobre todos a corrente das Tuas bênçãos e graças. Ó Jesus, aperta-me ao Teu Coração e com as Tuas mãos santíssimas marca cada partícula do meu ser com o Teu “bendigo-Te”, para que de mim brote um hino contínuo de louvor a Ti.

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