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Mistérios Luminosos com os Padres da Igreja: Imitemos o exemplo do Bom Pastor.

Cláudia Pereira
há 1 minuto
12 min de leitura

Se não sabe iniciar o Santo Rosário, consulte a nossa página: Como rezar o Santo Rosário (Terço), e veja quais a orações iniciais e finais.


Mistérios Luminosos com os Padres da Igreja

Quintas-feiras


1.º Mistério - O batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo no rio Jordão


Batismo no Jordão. 1535-1540. Paris Paschalinus Bordone
Batismo no Jordão. 1535-1540. Paris Paschalinus Bordone

Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos 2, 25-29

A circuncisão é, de facto, proveitosa, se pões a Lei em prática. Mas se és um transgressor da Lei, então a tua circuncisão passa a ser incircuncisão. Se, portanto, quem não é circuncidado observa os preceitos da Lei, não deverá a sua incircuncisão ser considerada como circuncisão? E ele, que, não sendo fisicamente circuncidado, cumpre a Lei, há-de julgar-te a ti que, com a letra da Lei e a circuncisão, és um transgressor da Lei. É que não é aquele que o manifesta exteriormente que é judeu, nem a circuncisão é aquela que se manifesta exteriormente na carne. Mas aquele que o é no íntimo, esse sim é que é judeu, e a circuncisão que conta é a do coração, operada pelo Espírito e não por causa da letra da Lei. Esse é que merece louvor, não dos homens, mas de Deus.


Meditação

A lei e a aliança sofreram sucessivamente profundas alterações. O primeiro pacto estabelecido por Deus com Adão foi substituído pelo de Noé; mais tarde, o pacto estabelecido com Abraão foi reformado pelo de Moisés. Mas como a aliança mosaica não foi observada, ao chegar a plenitude dos tempos veio a nova aliança, com carácter definitivo e inalterável. A Adão tinha Deus imposto o preceito de não comer da árvore da vida; a Noé fez aparecer o arco-íris nas nuvens do céu; a Abraão, escolhido já pela sua fé, deu a circuncisão como sinal característico para a sua descendência; e a Moisés mandou imolar o cordeiro pascal como propiciação pelo povo.

Todos estes pactos foram diferentes uns dos outros. Mas a circuncisão verdadeiramente agradável aos olhos d’Aquele que promulgou todas estas alianças, é a que refere Jeremias nestes termos: «Circuncidai o vosso coração.» Se o pacto que Deus concluiu com Abraão foi firme, também este é firme e imutável, e nenhuma lei o pode substituir, venha ela dos que estão fora da lei [de Moisés] ou dos que estão sujeitos a essa lei.

Deus deu a Moisés a lei com todas as suas observâncias e preceitos; mas, como não a observavam, anulou a lei e seus preceitos, e prometeu estabelecer uma nova aliança, que seria diferente da primeira, embora o promotor de uma e de outra fosse o mesmo. Esta é a aliança que prometeu concluir com as gerações futuras: Todos Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno. E nesta aliança já não há circuncisão da carne como sinal característico do povo.

Como sabemos perfeitamente, irmãos caríssimos, ao longo das várias gerações Deus estabeleceu leis que estiveram em vigor enquanto Lhe aprouve, e que mais tarde caíram em desuso, como diz o Apóstolo: «No passado, o reino de Deus assumiu formas diversas, segundo os diversos tempos.» Mas o nosso Deus é fiel e os seus preceitos são firmes e infalíveis; por isso, cada uma das alianças foi em seu tempo firme e infalível. E agora, os circuncisos de coração têm a vida por meio da nova circuncisão que se opera no verdadeiro Jordão, isto é, por meio do Baptismo para a remissão dos pecados.

Jesus, filho de Nun, [quer dizer, Josué], circuncidou o povo pela segunda vez com facas de pedra, quando ele e o seu povo atravessaram o rio Jordão; Jesus, nosso Salvador, circuncida pela segunda vez, com a circuncisão do coração, os povos que n’Ele acreditaram e que foram lavados na água do Baptismo e circuncidados com a espada que é a palavra de Deus, mais penetrante que a espada de dois gumes.

Jesus, filho de Nun, introduziu o povo na terra prometida; Jesus, nosso Salvador, prometeu a terra da vida a todos os que atravessarem o verdadeiro Jordão, acreditarem n’Ele e circuncidarem o seu coração.

Ditosos os que foram circuncidados em seu coração e renasceram das águas da segunda circuncisão! Esses receberão a herança prometida, juntamente com Abraão, guia fiel e pai de todos os povos, porque a sua fé lhe foi atribuída como justiça.

Das «Demonstrações» de Afraates, bispo (Dem. 11, De circuncisione, 11-12: PS 1, 498-503 (Sec. IV)


Pai-Nosso + 10 Avé-Maria

Jaculatórias:

  • Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

  • Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

  • Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

(Pode rezar mais jaculatórias)


2.º Mistério - A Auto-Revelação de Jesus nas bodas de Caná


As Bodas de Caná. Autor desconhecido
As Bodas de Caná. Autor desconhecido

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 2, 3-4

A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser».


Meditação

Esta é a nossa glória: o testemunho da nossa consciência. Há homens que julgam temerariamente, que são detratores, maldizentes, murmuradores, que levantam suspeitas sobre o que não vêem, que se atrevem até a apregoar o que nem sequer suspeitam. Contra esses, que nos resta senão o testemunho da nossa consciência? De facto, irmãos, nós, pastores de almas, nem sequer entre aqueles a quem queremos agradar procuramos ou devemos procurar a nossa glória, mas antes a sua salvação, de modo que, andando nós por bom caminho, eles não errem se nos seguirem. Sejam nossos imitadores, se nós o somos de Cristo; se nós, porém, não somos imitadores de Cristo, seja Cristo o seu guia. É Ele que apascenta o seu rebanho e, com todos os bons pastores das suas ovelhas, é Ele o único pastor, porque todos estão n’Ele.

Não procuremos, portanto, a nossa utilidade quando queremos agradar aos homens; procuremos antes a sua felicidade, alegremo-nos por lhes agradar o que é bom, para sua utilidade e não para nossa glória. É para esses que diz o Apóstolo: «Se eu quisesse agradar aos homens, não seria servo de Cristo.» E é também por causa desses que acrescenta: «Agradai a todos em todas as coisas, assim como eu agrado a todos em todas as coisas.» Ambas as afirmações são claras, límpidas, transparentes. Tu, come e bebe tranquilamente; mas não pises nem turves o que estás a comer ou a beber.

Ouviste aquelas palavras do Senhor Jesus Cristo, Mestre dos Apóstolos: «Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está no Céu», isto é, Aquele que vos fez assim. Nós somos o seu povo, ovelhas do seu rebanho. Ele é que deve ser louvado pela bondade que criou em ti, se de facto és bom; e não tu que, por ti só, não poderias ser senão mau. Porque tentas contradizer a verdade, querendo ser louvado quando fazes o bem e responsabilizando o Senhor quando praticas o mal? O mesmo que disse: «Brilhe a vossa luz diante dos homens», disse também na mesma ocasião: «Não procureis ser justificados diante dos homens». E assim como estas palavras te pareciam contraditórias na boca do Apóstolo, o mesmo sucede no Evangelho. Mas se não turvas a água límpida do teu coração, também aqui reconhecerás a harmonia das Escrituras e estarás também tu em harmonia com elas.

Procuremos, portanto, irmãos, não só viver retamente, mas também atuar com rectidão diante dos homens; esforcemo-nos não só por ter uma boa consciência, mas também, quanto pode a nossa fraqueza e o permite a fragilidade humana, procuremos não fazer nada que cause má suspeita a um irmão mais débil na fé, para que não aconteça que, alimentando-nos de ervas puras e bebendo água pura, pisemos os alimentos de Deus, de modo que as ovelhas mais débeis tenham de comer o que foi pisado e beber o que foi turvado.

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo (Sermo 47, 12-14, De ovibus: CCL 41, 582-584) (Sec. V)


Pai-Nosso + 10 Avé-Marias

Jaculatórias:

  • Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

  • Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

  • Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

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3.º Mistério - O anúncio do Reino de Deus e o convite à conversão


A ovelha perdida. 1980. Del Parson
A ovelha perdida. 1980. Del Parson

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 15, 4-7

«Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’.

Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento.»


Meditação

Se quereis parecer-vos com Deus, uma vez que fostes criados à sua imagem, imitai o seu exemplo. Se sois cristãos, nome que é uma proclamação de caridade, imitai o amor de Cristo.

Considerai as riquezas da sua bondade. Estando para vir como homem ao meio dos homens, mandou à sua frente João, como arauto e exemplo de penitência, e antes de João tinha enviado todos os Profetas para ensinarem aos homens o arrependimento, o regresso ao bom caminho e a conversão a uma vida melhor. Finalmente veio Ele mesmo em pessoa e proclamou com a sua própria voz: «Vinde a Mim, vós todos que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.» E como acolheu Ele os que escutaram a sua palavra? Concedeu-lhes generosamente o perdão dos pecados e libertou-os, sem demora, de toda a ansiedade: o Verbo os santificou e o Espírito os confirmou; o homem velho foi sepultado na água, e o homem novo, regenerado, resplandeceu pela graça. Que se seguiu daí? O inimigo tornou-se amigo, o estranho tornou-se filho, o ímpio tornou-se santo e piedoso.

Imitemos o exemplo de Cristo, o Bom Pastor. Consideremos os Evangelhos e, vendo neles, como num espelho, aquele exemplo de diligência e bondade, procuremos aprender estas virtudes. Aí vemos descrita, na linguagem misteriosa das parábolas, a figura de um pastor de cem ovelhas, o qual, ao verificar que uma delas se tresmalhara e andava errante, não permaneceu junto das que pastavam tranquilamente: pôs-se a caminho à procura da ovelha perdida, atravessando vales e florestas, transpondo montanhas altas e escarpadas e percorrendo desertos, num esforço incansável até a encontrar. Ao encontrá-la, não lhe bateu nem a impeliu violentamente, mas, pondo-a aos ombros e tratando-a com doçura, reconduziu-a ao rebanho. E foi maior a sua alegria por uma só ovelha reencontrada do que pela multidão das restantes. 

Consideremos a realidade oculta na obscuridade da parábola. Nem esta ovelha nem este pastor são propriamente uma ovelha e um pastor; são figuras de uma realidade mais profunda. 

Há nestes exemplos um ensinamento sagrado: nunca devemos julgar os homens perdidos sem remédio, nem deixar de ajudar com toda a diligência os que se encontram em perigo. Pelo contrário: reconduzamos ao bom caminho os que se extraviaram e afastaram da verdadeira vida, e alegremo-nos com o seu regresso à comunhão daqueles que vivem reta e piedosamente.

Das Homilias de Santo Astério de Amaseia, bispo (Hom. 13: PG 40, 355-358-362) (Sec. V)


Pai-Nosso + 10 Avé-Marias

Jaculatórias:

  • Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

  • Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

  • Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

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4.º Mistério - A transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo


A Transfiguração de Jesus. 1886-1950. Henry Coller
A Transfiguração de Jesus. 1886-1950. Henry Coller

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 17, 1-3

Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João seu irmão e levou-os, em particular, a um alto monte e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele.


Meditação

Jesus manifestou este mistério aos discípulos no monte Tabor. Com efeito, depois de lhes ter falado, quando andava com eles, acerca do reino e da sua segunda vinda em glória, para que se convencessem firmemente no íntimo do seu coração, já que talvez não estivessem ainda bastante convencidos do que Ele anunciava acerca do reino, e também para que, observando o presente, acreditassem no futuro, realizou aquela admirável manifestação divina no monte Tabor, como uma imagem prefigurativa do reino dos Céus. Foi como se lhes dissesse: «Para que o tempo de espera não enfraqueça a vossa fé, desde já, no tempo presente, em verdade vos digo: estão aqui alguns presentes que não hão-de morrer sem terem visto o Filho do homem, vindo na glória de seu Pai».

E querendo o Evangelista mostrar que o poder de Cristo estava de harmonia com a sua vontade, acrescenta: «Seis dias depois, Jesus tomou Pedro, Tiago e João e levou-os à parte, para um alto monte. E transfigurou‐Se diante deles: o seu rosto resplandecia como o sol e a sua roupa brilhava como a neve; e apareceram Moisés e Elias a falar com Ele.»

Estas são as maravilhas da presente solenidade, este é o mistério da salvação que no monte se realizou para nós; porque ao mesmo tempo nos reúne, agora, a morte e a glorificação de Cristo. Por isso, para penetrarmos na intimidade destes inefáveis e sagrados mistérios juntamente com os eleitos, entre os discípulos inspirados por Deus, ouçamos a voz divina e sagrada que, lá do alto, do cimo do monte, instantemente nos chama.

Do Sermão de Anastásio Sinaíta, bispo, no dia da Transfiguração do Senhor (Nn. 5-10: Mélanges d’Archéologie et d’Histoire 67 [1955], 241-244) (Sec. VII)


Pai-Nosso + 10 Avé-Marias

Jaculatórias:

  • Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

  • Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

  • Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

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5.º Mistério - A instituição da Eucaristia e do Sacerdócio


A Comunhão dos Apóstolos. 1861. Jules-Élie Delaunay
A Comunhão dos Apóstolos. 1861. Jules-Élie Delaunay

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 6, 47-51

«Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo».


Meditação

Purificada e adornada com estas insígnias, a falange dos neófitos dirige-se para o altar de Cristo, dizendo: Subirei ao altar de Deus, a Deus que alegra a minha juventude. De facto, deixando a veste do antigo erro e renovada a sua juventude como a águia, apressaram-se para ir tomar parte no banquete celeste. E ao aproximarem-se, vendo preparado o sagrado altar, exclamam: Para mim preparastes a mesa. E cantam as palavras de David: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma. E mais adiante: Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo: o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança. Para mim preparastes a mesa à vista dos meus adversários; com óleo me perfumais a cabeça e o meu cálice transborda.

É certamente admirável que Deus tenha feito chover o maná para os nossos pais e os tenha sustentado todos os dias com o alimento do céu de que fala o salmo: O homem comeu o pão dos Anjos. E no entanto os que comeram aquele pão morreram todos no deserto; mas este alimento que tu recebes, este pão vivo que desceu do céu, dá-nos o alimento da vida eterna, e quem dele come não morrerá para sempre, porque é o Corpo de Cristo.

Considera agora qual é mais excelente, se aquele pão dos Anjos ou a carne de Cristo, que é o Corpo da vida. Aquele maná vinha do céu; este Corpo está acima dos céus. Aquele era do céu; este é do Senhor dos céus. Aquele estava sujeito à corrupção, se fosse guardado para o dia seguinte; este não somente está livre de toda a corrupção, mas comunica a incorruptibilidade a todos aqueles que o saboreiam com reverência. Para os judeus brotou a água do rochedo; para ti, o Sangue de Cristo. Aquela água saciava-os por algum tempo; o Sangue de Cristo purifica-te para sempre. Os judeus bebiam e voltavam a ter sede; tu, se beberes, não voltarás a ter sede. Aquilo era uma figura; isto é a realidade.

Se aquilo que tu admiras era apenas a sombra, quanto mais não vale a realidade presente, cuja sombra tanto admiras! Escuta como se tratava de uma figura o que se passou com os nossos pais: Diz o Apóstolo: Bebiam da rocha que os seguia, e essa rocha era Cristo. Mas a maior parte deles não agradou a Deus, e por isso ficaram prostrados no deserto. Ora estas coisas aconteceram para nos servirem de exemplo. Já compreendeste quais são os dons mais importantes: vale mais a luz que a sombra, a realidade que a figura, o Corpo do Criador que o maná do céu.

Do Tratado de Santo Ambrósio, bispo, «Sobre os Mistérios» (Nn. 43. 47-49: SC 25 bis, 178-180.182) (Sec. IV)


Pai-Nosso + 10 Avé-Marias

Jaculatórias:

  • Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

  • Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

  • Ó meu bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.

(Pode rezar mais jaculatórias)


Se não sabe terminar o Santo Rosário, consulte a nossa página: Como rezar o Santo Rosário (Terço), e veja quais a orações finais.

Mistérios Luminosos com os Padres da Igreja: Imitemos o exemplo do Bom Pastor.

«Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará.» 

Nossa Senhora do Rosário de Fátima - Memórias da Irmã Lúcia I. 14.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2010, p. 176-177 (IV Memória)

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